Durante quase uma década, as torres de Notre-Dame estiveram silenciosas. O incêndio de abril de 2019 destruiu o pináculo e o telhado da catedral, embora as duas grandes torres ocidentais tenham sobrevivido. Durante anos, todo o monumento permaneceu fechado por trás de andaimes, enquanto França levava a cabo uma das mais ambiciosas restaurações patrimoniais dos tempos modernos. A catedral reabriu em dezembro de 2024; as torres seguiram-se em setembro de 2025, e subi-las voltou a ser uma das experiências mais procuradas em Paris.
A subida é uma aventura em pedra. Uma apertada escada em caracol de 424 degraus — não há elevador — sobe pela Torre Norte e atravessa para a Sul, elevando-se cerca de 69 metros acima da Île de la Cité. A meio do percurso, emerge-se na Galerie des Chimères, a galeria das figuras grotescas onde o restaurador do século XIX, Viollet-le-Duc, colocou as suas criaturas de pedra meditabundas — o pensativo Stryge em primeiro lugar — para contemplarem a cidade para sempre. Mais acima, pende o bourdon 'Emmanuel', o enorme sino da Torre Sul, antes de o percurso se abrir para o terraço com a sua vista incomparável.
Do topo, Paris desdobra-se em todas as direções: o Sena a serpentear em torno da Île de la Cité, os telhados do Bairro Latino, a Torre Eiffel e Sacré-Cœur nas suas colinas e — mesmo em baixo — o pináculo reconstruído e o telhado recentemente restaurado da catedral, vistos de um ângulo que quase ninguém testemunhara durante anos. Este bilhete é apenas para a subida às torres; a catedral em baixo é de entrada gratuita, com reserva separada, e a nossa equipa terá todo o gosto em explicar como fazer ambas. O que garantimos para si é o cobiçado horário de subida sem filas — a parte mais difícil de conseguir em toda a visita.